DEPENDEMOS DOS OBJETOS QUE INVENTAMOS PARA DEPENDER DE NÓS tweet

 

Os instrumentos necessários para estarmos sempre conectados e alimentando nosso status na coletividade são muitos. Em termos de tecnologia, eles existem há milênios e servem muitas vezes também como instrumentos de poder.

 

Alimentamos com informação a nossa imagem em relação às pessoas. Ao fazer isso, também alimentamos as instituições que usam essas informações para vender produtos e serviços a nós mesmos. Ou seja, consumimos os produtos da nossa própria construção na rede.

 

Alternando entre uma função pessoal e uma função social, tecnologias modificam o ambiente de tal forma que nos vemos obrigados a nos adaptar a estas mudanças. Foi assim com o fogo, é assim com a comunicação móvel.

 

A paranóia que envolve estar atualizado com uma sociedade inundada por tecnologia é crescente. Modificamos nosso ambiente com tal profundidade que mal conseguimos escapar dos buracos adaptativos que criamos. Desde as ferramentas simples da antiguidade a dependência cresce, e atinge uma nova fase com o advento da internet: um novo universo de tecnologias está se abrindo para nos conectar e nos manter conectados.

 

@ Rodrigo Franco

 

SMARTPHONES

 

Quanto mais smart, mais conectado e mais notificações você receberá, de jogos, aplicativos, lembretes, diários, notícias e, é claro, anunciantes. A tendêcia é que cada pessoa torne-se uma central móvel de recepção de informações, muitas delas geradas por outras pessoas. É assim que funciona a rede. Pelo menos uma rede em que a estrutura de distribuição (provedores e telefônicas) são facilmente pressionadas por interesses privados e alguns outros governamentais.

 

O smartphones são instrumentos de atualização. São unidades frenéticas de envio de dados pessoais e de personalidade às muitas corporações ávidas em aplicar o modelo marqueteiro e vender produtos e serviços personalizados.

 

Nada nos prepara para a revolução que está se desenhando em relação aos dispositivos móveis. Assim pensa a maior rede social da atualidade. Não precisamos mais alcançar aparelhos que nos logam na rede. A rede nos alcança em uma instância pessoal, a qualquer momento, com mensagens de push, que são empurradas, a cada nova atualização do nosso self na rede.

©© Rodrigo Franco

Outros caminhos

PURO

Paranóia do autoconsumo

Seremos coisas na internet das coisas?

 

Gadget Paranoia – artigo

Internet Paranoia – infográfico

Relógios inteligentes? – O Globo – notícia


 
 
 

Designer estratégico, consultor, professor, "especialista-generalista" em criatividade, empreendedor, facilitador, ilustrador e curioso. Fundador da CARBONO, uma plataforma colaborativa que une pessoas e empresas em um processo criativo de iniciativas e valores compartilhados e da Alquimia, uma curadoria de ferramentas e técnicas para empreendedorismo criativo. Saiba mais sobre mim AQUI

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