ATÉ ONDE OS MILHARES DE SENSORES PODEM NOS DIZER O QUE REALMENTE IMPORTA? tweet

Geladeiras, mesas, quadros, aparelhos de som conectados. Isso sem falar de objetos em linhas de produção, despósitos, estradas e uma infinidade de outras possibilidades. Anunciada como tendência certa há algumas décadas, a chegada da rede aos objetos e utensílios do cotidiano finalmente começa a deslanchar, provavelmente empurrada pela nova maquiagem oferecida pelas redes sociais.

 

Antes quietos e observadores da frenética dança cotidiana dos humanos, os objetos agora chamarão nossa atenção, cheios de si, para nos contar sobre a lista de informações relevantes que têm para nós. Antes, esses dados eram relegados a relatórios periódicos que exigiam departamentos inteiros para os consolidar. Os aparelhos nos chamarão insistentemente para descarregar informações com as quais ninguém antes se importava.

©©openPICUS @ Flickr

COMPARTILHAR SEU COMPORTAMENTO COM A GELADEIRA PODE SE TORNAR ESTRANHAMENTO CORRIQUEIRO tweet

 

A possibilidade de interagir “socialmente” e compartilhar as informações que esses aparelhos nos oferecem dão um colorido mais forte à nossa interação com eles. Por outro lado, tornam desejável o compartilhamento e consumo de pedaços de informação que não necessariamente têm importância – isso somado à sobredose de informações que já recebemos o dia todo.

 

@ smarthings.com

 

A definição de protocolos internacionais para a comunicação entre as coisas é mais um fluxo a que deveremos estar atentos. Imagine o que poderia dar errado se interferirmos na comunicação entre estrada e carro. A Internet das Coisas depende de alguns aparelhos que ainda estão em estágios primários, principalmente sensores, como o RFID (Radio Frequancy Identification – Identificação por radiofrequência, em inglês), infravermelho e outros sensores.

 

Diferentemente do que muitos pensam, esses aparelhos estão longe de serem inteligentes, por vários motivos. Entre eles, o fato de que os sensores estão ainda longe de fornecer informações precisas ou de lidar com a complexidade. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido até que os sensores e os processadores possam atingir capacidade suficiente para darmos o nome de inteligência. Mais provável que, antes, se tornem espertinhos.

 

Outros caminhos

Internet of Things – artigo

Internet of Things Consortium – site

Privacidade e a internet das coisas – NY Times – artigo

RFID – Wikipedia

Smart Things – site

 

 

 

Designer estratégico, consultor, professor, "especialista-generalista" em criatividade, empreendedor, facilitador, ilustrador e curioso. Fundador da CARBONO, uma plataforma colaborativa que une pessoas e empresas em um processo criativo de iniciativas e valores compartilhados e da Alquimia, uma curadoria de ferramentas e técnicas para empreendedorismo criativo. Saiba mais sobre mim AQUI

Saiba mais sobre inovação&criatividade.

Nunca mandamos spam. Abominamos spam. Aliás, se lembrarmos de enviar alguma coisa, deve ser algo muito, mas muito bom mesmo!

Inscrito com sucesso!