Favos

Tenho um amigo das fábulas e das vozes do mundo E me diz que cada dor tem seu ninho no sisal da felicidade Descansa o copo e comenta os favos e os bordéis Ama todas as criaturas porque, se criadas, não surgem Ama todas as quietudes e o bom senso do desespero Me diz com a voz embargada sua servidão Sopra uma nota e aponta o céu Vaticina sua sede nas vogais Pede mais uma alegria e dois cigarros pro mais do dia