Não ser

Mascate das horas alheias Patrulha dos ventos Beliscando meus desejos atrirando-os ao bel sabor As fadas das delícias saem por entre os paralelepípedos e o reino que não é meu prospera Pudera, o calor que não é meu, esquenta, e o sal que não é meu, tempera Até onde há química haverá peleja lanças e átomos, nem que seja carícia Venha, minha escolha, abra-se tapete, ao finito paralelo com a cor que a fizerem olhar e a paz que a fizerem orar porque vale Se a seu véu me atiro em seu ar serei passarinho até o fim