Sorrindo

Servindo teu seio ao caos impuro enches de delícias meu porão escuro Não fosse por ti estaria cansado; porém sigo E teu menino de calças curtas que me diz palavrões inocentes Pula o muro e conscente em não trair nunca E tua velha senhora, em bicas de esporas pelos furos do vestido enfronhado derrama puas Seriam duas luas não fosse dezembro Mas teu semblante, esse é tácito me arromba por plástico ao sorrir sem motivo Por não haver um motivo Que há de sorrir sem ter um motivo?