Sono

O sono das artérias lateja minha alma e é com ela que caio Desatino em um túnel sinuoso e parvo Como estico por meus dedos e não os toco quero seu fim, mas não quero Passo por louco que não sou papilo o gosto de não ser por não ver o fim que quando chega - começa As pálpebras aliciam imagens queridas mas não são dadas São paridas Nesse suspiro me encontro Resignado, porém vivo Intranquilo, porém datado