Ilha anedotária

Vingar-se das uvas e de todas as instituições humanas que emprestam histórias meras histórias – chamam-nas contos pois nada mais são antes que se abram as bocas Que se abrem para nada mais que as próprias uvas Dizer-se que tudo isso não vale Comprar-se fugas, vazias, inodoras sem meandros ou sentido Porque se contadas seriam novamente histórias novamente engodos Se choradas seriam drama Basta que sejam vividas no entreplanos que sejam espalmadas e adjacentes, a empurrar o que seja subcutâneo para onde essas esquisitices se merecem: que salivem elas mesmas suas anedotas sem babar os fatos, sempre seguros sempre a mesma ilha de temperança na qual não se contam histórias