Feliz

(2007, 8 de junho) Sou feliz Tenho restos de partidas e começos de chegadas Não há sorte pintada Não há chagas, só feridas, mas ardidas que de seu ardor faço acordar Sou o primeiro de muitos como de todos sou ninguém Traga o vento Traga o mar Vou além dos descuidos Vou além Sou feliz Canto agora como nunca Tenho mais paciência pra chorar Tenho mais o que tenho, menos o que quero porque querer é limo por entre as pedras que de lá nunca sai, nem por si nem por elas A mim me basta ser.