Clarabóias

Data
Apr 14, 2012
Categoria
poesia
Autor
Rodrigo Franco

Arde a lágrima no olho como o cloro na água Desinfeta nos guarda do ultimato da sujeira que nos cerca Pois tenho olhos nas mãos pernas, coxas, pés e braços e ombros que são clarabóias para os ossos também doídos Se um vive de perspectivas As minhas são lilases, vermelhas, laranjas e não abro mão do meu amarelo porque me lembra do tempo e destino das coisas Ah, mas o branco Arde a lágrima