Cabedal

Data
Feb 13, 2011 4:30 PM (GMT)
Categoria
poesia
Autor
Rodrigo Franco

Recostado no casulo de carne, os braços em riste: folgo dentro de mim Por esqueletos tomei meu consorte deitado em meu cabedal, indivíduo Pelo teto retículas anis mergulham do céu moribundo por um segundo pensei em nada e deixei de ser; das molduras de gesso me olho como um gárgula e suas garras firmes no que é feito de pedra. Indulgência sobra em meu terraço contemplativo Por todo horizonte do ocaso serei grato