Letras

Que letras burocráticas, meu deus! Que consoantes surdas, as minhas, tenho dito por vãos os resmungos mordidos por dobradiças mentais que abrem-se e nunca fecham-se Ou melhor, rangem sem nunca ser num mimo acre ao silêncio nuclear de mim mesmo Pequenos monstrinhos hidropônicos sabotados com o sal automático do remorso Que é o sal dos sais: consoantes moídas, as minha consoantes pois gotejam e contemplam