Sonho - bicicleta e aranha

Era à tarde e minha casa, a chácara, estava desconfigurada para brincadeiras de rua. Eu explico. Minha casa, a chácara, fica num terreno que deita numa inclinação leve a se derramar para um riacho lá pra baixo. Nesse contexto, a casa propriamente dita fica nivelada em um aterro não muito alto, enquanto o terreno, coberto por grama, cai. A rua é uma estrada fora dos limites da casa. Mas nesse sonho, ela ficava mesmo em frente ao barranco do aterro, e à esquerda a molecada simples brincava. Eu, também criança e vestido com roupa de rua, estava com minha bicicleta e acompanhado por alguém da família, possivelmente minha irmã. Havia um problema com a bicicleta. Era bonita e nova, até moderna, porém não andava - não fazia ignição, seu motor invisível não pegava. Com a ajuda da minha acompanhante, empurrei-a para ver se pegava no tranco e nada. Às margens da estrada, abaixo do barranco gramado, pensei encontrar uma parte mais propícia à inércia. Nada; o motor arfava mas não concluía. Minha ajudante sugeriu pedir ajuda aos moleques que brincavam, mas fiquei com vergonha e olhei no alto do aterro a varanda da casa. Decidi subir com a bicicleta e descer o barranco para que seu motor finalmente pegasse. Mas, à beira, me assutei com a altura e fiquei por um momento ponderando se realmente alguém poderia descer aquilo de bicicleta sem se esborrachar. Mais tarde, já sem a bicicleta, estava na porta-balcão do quarto de meus pais, com a varanda e o barranco à minha frente. Alguém me chamou e alertou para algo que não compreendi no início, mas olhando para baixo percebo uma aranha venenosa na ponta do meu pé direito. Estava descalço. Por algum motivo a aranha não me mordeu enquanto chacoalhava o pé até que ela desgrudasse e pulasse para trás.