Parto

Ao piso inadjacente dos mortos me dirijo Não levo telefone Nem eu mesmo me sigo Alegremente torço panos para que deles caiam bordados, os quero marcados Meu passos são lisos Meus orientes descalços, os livros foram lidos meus calços tirados Vou ao encontro do assombro Ou não mais iria onde fincas de nervos estouram por entre os corpos dos fantasmas que vivem e vivem Das figuras, mitos, choças, coisas Vou andando por meio de museus do cotidiano sempre abertos ao abandono; dos papéis picados dos cachorros, porcos, pingados pisando em escritores e mestres chutando preces e enriquecendo urnas ao meu ombro Sinto dor para aquela que nunca será minha vida e para aquela que sempre foi Quebro vidraças embaçadas Quero ser acima do eu.